Ecdise
mari julho 2nd, 2009
A capacidade de mudar o exosqueleto é uma estratégia que apresenta com várias vantagens.
Por possuírem um exoesqueleto rígido, que funciona como uma “armadura”, os artrópodes apresentam seu crescimento limitado aos períodos das mudas. Enquanto o ganho de peso é contínuo, o crescimento do seu corpo só acontece em algumas fases.
Esse tipo de crescimento, que difere dos outros animais, pode ser facilmente demonstrado pelo gráfico.
Figura 1: Gráfico de crescimento
Para que ocorra essa troca de exoesqueleto é necessária uma seqüência de eventos, que são controlados por hormônios como a ecdisona, os protoráxicos (estimulam a liberação de ecdisona), juvenil (a presença e ausência irá definir as características larvais ou adultas) e o bursinon (esclerotização).
Inicialmente o hormônio ecdisona circula na corrente sanguínea e atua sobre as células epidérmicas. Assim, antes de se desprender do antigo exoesqueleto, a hipoderme secreta uma nova epicutícula.
Em seguida, o esqueleto antigo se desprende parcialmente da epiderme e o espaço que se forma entre eles fica preenchido por um líquido cheio de enzimas (quitinase e protease), que são as responsáveis pelo desgaste da endocutícula. Os restos da endocutícula antiga serão reabsorvidos pelo animal e participarão na formação do novo esqueleto, que já está começando a ser formado.
O exoesqueleto antigo, agora mais fino e frágil, será partido através das linhas ecdisiais e eliminado. Esse processo é auxiliado pela absorção de água ou ar e pelas extensões musculares. Após a eliminação do esqueleto antigo, o novo se expande, ainda mole, e depois sofre o processo de esclerotização.
Clique aqui e visuelize o processo.

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Gostei muito. Muito interessante. Me ajudou bastante